Felipe Camarão

História

História do Índio Felipe Camarão

O terceiro bairro em população da cidade, Felipe Camarão, é tido como um dos locais mais violentos da cidade. Mas nem tudo é tristeza. A camaradagem dos amigos da parte antiga de Felipe Camarão é exaltada como uma das qualidades do bairro. A Fundação Bradesco é tida como uma das benesses no bairro, por oferecer ensino de qualidade aos garotos da região.

Peixe-Boi foi a primeira denominação do bairro. Isto porque disseram que foi encontrado um espécime grande deste mamífero nos mangues do local. Mas o nome de batismo do índio Poti, chefe dos potiguares, designa o lugar nos dias de hoje. A localidade passou a se chamar Felipe Camarão, através da lei 1.760 de 22/08/68, publicada no Diário Oficial de 24/08/68.

Dois conjuntos formam o bairro de Felipe Camarão. O primeiro surgiu nas proximidades do mangue e é tido como o lugar mais calmo. Entretanto, o antigo Pró-Morar, atual Felipe Camarão II, é conhecido como um lugar perigoso, principalmente nas imediações da favela.

Não é só o temor da violência que os moradores, tanto de Cidade Nova como de Felipe Camarão, dividem. Entre os dois bairros fica a estação do trem, logo adiante o palco de uma tragédia inesquecível para quem conseguiu sobreviver. Ainda mais quando o trecho perigoso, onde os ônibus cortam a linha férrea, continua sem sinalização.

Em 96, no cruzamento das ruas Monte Calvo com a São Sebastião, o ônibus da empresa Conceição colidiu com o trem. Três pessoas morreram e 32 ficaram feridas.

As vendinhas improvisadas nas residências são o sustento de muitos nos bairros de Felipe Camarão e Cidade Nova. São garagens, salas ou áreas construídas especificamente para virar mercearia que sobressaem no cenário do aglomerado urbano. Para os conhecidos, o velho fiado, ainda é modo de garantir a saída dos produtos. Outro sustento informal vem do lixão de Cidade Nova, os vidros jogados fora, tornam-se ouro quando bem aproveitados.