AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS DE REPARO PARA CORREÇÃO DE PROBLEMAS PATOLÓGICOS EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

MORAIS, Danielle C.;
SILVA, Elaine C. R. (1);
ANDRADE, Jairo J. O. (2);
ANDRADE, Roberto A. (3)

(1) Graduandas do Curso de Engenharia Civil - Bolsistas da PROPEGE e PIBIC/CNPq
(2) Engenheiro Civil - Mestre em Engenharia - Doutorando em Engenharia (UFRGS)
(3) Engenheiro Civil - Mestre em Engenharia - Prof. e Chefe do Laboratório de Materiais de Construção da Escola Politécnica de Pernambuco

Escola Politécnica de Pernambuco - Universidade de Pernambuco
Núcleo de Desenvolvimento de Pesquisa em Engenharia Civil
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Categoria: Pesquisa
Área: Engenharia Civil

Trabalho apresentado no II Seminário Cientistas para o Terceiro Milênio em 7 de agosto de 1998, Recife - PE

1. INTRODUÇÃO

As estruturas em concreto armado atualmente, vêm apresentando problemas patológicos das mais diversas formas e sintomatologias. Tais manifestações têm origens diversas e resultam em conseqüências graves, tanto a nível econômico, ao se gastarem altas quantias em dinheiro para a sua recuperação, quanto a nível de comprometimento da própria integridade física das pessoas que se utilizam das mesmas.

Através de levantamentos das manifestações patológicas em estruturas de todo o país, verificou-se que a corrosão das armaduras alcançou os maiores índices. Apenas na Região Metropolitana do Recife (R.M.R.), a corrosão correspondeu a um total de 62% das patologias registradas (ANDRADE, 1996). Alguns dos fatores que podem contribuir para o alto valor encontrado são as altas temperaturas, elevado teor de íons agressivos (cloretos, sulfatos, etc.) e alta umidade relativa presentes na Região.

Assim, em virtude dessas estatísticas, há a necessidade de se identificar a origem desses problemas, os seus mecanismos de ocorrência e, principalmente, as formas de correção dos mesmos. Para tanto, existe a preocupação em relação à eficácia dos materiais de recuperação, devendo estes serem empregados em função do nível de degradação do elemento ou estrutura.

A metodologia utilizada permitirá analisar o desempenho dos sistemas de reparo com relação a sua durabilidade, perante o fenômeno da corrosão das armaduras, na R.M.R. Além disso, verificar a prática executiva desses sistemas, a fim de se identificar possíveis falhas que possam ocorrer nesta etapa e que venham a comprometer a sua eficácia.

2. METODOLOGIA

Neste trabalho, primeiramente foram realizadas vistorias em edificações, a fim de se identificar as possíveis causas da corrosão das armaduras e suas manifestações típicas, verificando em quais das etapas do processo construtivo houve o desencadeamento do fenômeno patológico.

Com base neste estudo, passou-se para os ensaios laboratoriais, onde foram confeccionados corpos-de-prova de 10 x 10 x 20 cm de concreto armado, complementados com diferentes dosagens dos materiais de reparo, servindo de sistema de proteção à armadura, sendo esta, pesada antes e após à concretagem, para a determinação da perda de massa. Os materias foram selecionados de acordo com o mercado regional.

Os corpos-de-prova foram submetidos a uma diferença de potencial constante, juntamente com a imersão dos mesmos em uma solução de NaCl (35%), para induzir o processo corrosivo. Em intervalos regulares de tempo, mediu-se a corrente elétrica que passava pelo corpo-de-prova.

3. RESULTADOS

Os dados coletados - perda de massa e intensidade de corrente - foram tratados estatisticamente, através da técnica da análise de experimentos, determinando as variáveis que exerceram influência significativa em cada ponto analisado. Verificou-se que, dos materiais estudados, a argamassa de base epóxi mostrou-se mais eficiente frente as condições de exposição,. visto que ao longo do ensaio as leituras de corrente elétrica foram muito pequenas, como pode-se observar no Gráfico 1.

Gráfico 1 - Gráfico comparativo das intensidades de corrente com relação ao tempo

No Gráfico 2, referente a perda de massa das barras em função do tempo, constatou-se que foram obtidos valores muito baixos, devido a interrupção do ensaio no início do processo corrosivo, não permitindo uma perda de seção da armadura significativa.

Gráfico 2 - Histograma da perda de massa x sistemas de reparo

4. CONCLUSÕES

Verificou-se que há uma grande quantidade de fatores que intervêm nos diferentes processos de degradação das estruturas, necessitando de uma análise criteriosa do problema a fim de se estabelecer um adequado programa de recuperação para correção dos mesmos.

Com relação à análise da prática executiva dos sistemas de reparo, observou-se que deve-se existir um cuidadoso programa de execução dos serviços de recuperação, sendo evidente a necessidade da especialização de mão-de-obra, a fim de garantir não só a qualidade, mas também o desempenho satisfatório da estrutura depois de recuperada. Para isso, a escolha dos materiais é de fundamental importância, sendo adequadamente especificados de acordo com as condições de exposição e utilização da estrutura.

Outra consideração a ser feita, é a constatação de que os produtos de base epóxi proporcionam um melhor desempenho frente ao ataque dos cloretos, sendo esses agentes os mais agressivos em região litorânea, e de acordo com a literatura são os de maior aderência ao concreto e de maior resistência química e mecânica, sendo ideais para ambientes internos em atmosferas industriais agressivas.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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